segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CONTAGEM DECRESCENTE PARA A PARAGEM-PARA-LER


Sinto a expectativa. Na pasta, sempre carregada com testes, manuais, fichas, canetas, cadernetas, arrumo para amanhã nada mais do que um livro. Talvez leve dois ou três, caso haja meninos que se esqueçam.

Imagino - ou antecipo - o absoluto silêncio na escola. Vagamente cortado, de vez em quando, pelo ruído de mais uma folha a ser virada. Imagino alguns pais, entrando para falar com o Director de Turma, a ser caçados neste silêncio bizarro e convidativo; o senhor da máquina de cafés, o técnico das fotocópias, as funcionárias, os professores, os alunos, nas salas de aula, na biblioteca ou na K-azul, no bar ou no refeitório, no polivalente ou no ginásio, a sacar todos de um livro, ou a pedir um livro emprestado ou, em desespero de causa, a requisitar algum.

Imagino - ou antecipo - álbuns de banda desenhada, romances, jornais também?, revistas idem?, espalhados por mesas, por bancos, por plataformas, por andaimes, por todo o lado.

Tenho passado bons momentos na escola. Amanhã, penso que vou experimentar 45 minutos absolutamente inesquecíveis. Estranhos, calculo. Mas inesquecíveis.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PARAR PARA LER


Gostamos de várias coisas: de livros, de companhia, de experimentar, de pensar e sonhar, de mergulhar no íntimo de nós... em silêncio. Então, vamos ler em companhia, numa ilha de palavras e silêncio partilhado.
Quando?
Na 3ª feira, dia 27 de Outubro, das 10h20 às 11ho5,vamos parar... para ler. Todos, em todo o lado.

Depois prometemos divulgar as imagens.

O que acham?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

PRÉ-INAUGURAÇÃO


Não chamemos, a este texto, o texto inaugurador do blogue da Biblioteca.

Não esperem já dele, sequer, a primeira tentativa de explicação do que este blogue tenciona vir a ser.

É o simples contacto prévio, para que os primeiros leitores não caiam na vertigem de um buraco negro e ainda vazio.

Equivale ao que, numa festa popular, seria a tarefa daquele senhor que testa o som do microfone, repetindo:

«Experiência... um, dois, três, experiência! Pfff! Ah! Ouve-se aí bem? Aaah! Experiência! Estão a ouvir? Ó Zé, sobe aí o som dessa coluna!»

Este texto é só o «Estão a ouvir?»

O resto, segue dentro de momentos